Meu último artigo aqui no LinkedIn explicava o resultado da implementação da linguagem clara nos contratos da GE Aviation.
Esse não é um processo fácil, porque criar um modelo sólido de contratos em linguagem simples consome tempo e requer o envolvimento de muitos profissionais na elaboração dos textos. E não é segredo que a maioria das pessoas tem dificuldade em escrever com clareza.
Por isso, hoje compartilho com você as lições que Shawn Burton, diretor jurídico da GE Aviation, aprendeu durante o processo de implementação da plain language na empresa.

As lições:
Fique esperta(o). Aprenda tudo o que puder sobre os produtos ou serviços que serão cobertos pelo contrato. Peça informações para as pessoas que vendem o produto ou serviço — e faça isso antes de começar o rascunho. Analise os riscos associados para determinar o conteúdo do documento. Não é porque certas cláusulas são sempre usadas em contratos que elas devam constar no seu.
Seja concisa(o). Contratos de uma página ou com número reduzido de palavras são mesmo atraentes, mas isso não os torna necessariamente compreensíveis. A prioridade deve ser a velocidade de leitura. Métricas de tempo obrigam os envolvidos a se concentrar no que realmente importa: a legibilidade! Qualquer pessoa tem que compreender o que está escrito.
Seja persistente e paciente. Mudar é difícil em qualquer empresa. E mudanças radicais como essa são quase impossíveis, pois contratos em juridiquês e termos técnicos estão na sociedade há centenas de anos. Mas mesmo sabendo que não é fácil mudar hábitos antigos, comece e persista.
É difícil contestar os benefícios de contratos escritos em linguagem simples.
Por isso, seja qual for o negócio gaste menos tempo administrando contratos e mais tempo inovando, agradando o cliente.
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